O que você realmente deveria saber sobre o Setembro Amarelo

Atualizado: Set 26

Por Carla Bonfim Barbosa, Psicóloga.

20 de setembro de 2020


Muito provavelmente você ouviu sobre a campanha Setembro Amarelo ao longo deste mês ao menos uma ou até mais vezes. O que talvez você ainda não tenha ouvido por aí é que: apesar de ser muito importante que a sociedade tenha abraçado nos últimos anos a causa para falar mais abertamente sobre suicídio que ja é uma das principais causas de morte no mundo e ultrapassa ao ano os números de mortes por homicídio e guerra juntos, existem algumas arestas que ainda precisam ser lapidadas nessas iniciativas de divulgação.


Já é sabido que tudo aquilo que começa ser divulgado por várias pessoas mesmo que na melhor das intenções corre o risco de precisar ser repensado, sobretudo quando trata-se de um assunto negado e escondido por tantos anos na sociedade e tão carregado de tabus, preconceitos e mitos. A cada 40 segundos no mundo uma pessoa comete suicídio, a cada 3 segundos uma pessoa atenta contra sua própria vida e 1 em cada 4 jovens considerou seriamente suicídio entre julho e agosto deste ano (U.S. Departament of Health and Human Services). Algumas ações equivocadas podem agravar um caso e potencializar um ato suicida, por isso vamos aqui orientar tanto você que quer ajudar quanto você que busca ajuda.


Se você não tem se sentido bem, tem desejado desaparecer ou morrer, já se feriu de propósito mesmo que superficialmente ou se agrediu, é importante você saber que as redes sociais não são um método adequado de buscar ajuda, porque são locais de interação prejudicada, rápida, desatenta, que não propiciam o devido cuidado que o problema exige. É importante realizar consultas com profissionais qualificados da psicologia e da psiquiatria e informá-los desde o início que a ideação suicida é o motivo de sua procura por ajuda. Para urgências você pode procurar apoio no Centro de Valorização a Vida 24h através do contato telefônico no número 188 ou via e-mail e chat no site www.cvv.org.br. Não desista!


quem se disponibiliza a informar e ajudar nas campanhas e não é profissional no assunto, não ofereça ou prometa ajuda por canais de redes sociais. Ao abordar o Setembro Amarelo sempre ressalte a necessidade de tratamento e marcação de consulta psiquiátrica e psicológica para atendimento especializado. Não é possível ajudar por outros caminhos se este for negligenciado. Praticamente todas as pessoas que cometem suicídio têm transtornos mentais tais como depressão, bipolaridade, uso de álcool ou drogas ilícitas e na maior parte das vezes nunca tratados ou diagnosticados _ mais da metade das pessoas que retiraram suas vidas nunca consultou com um profissional de saúde mental, o que poderia ter salvado vidas. Se você oferece ajuda sem ter o devido preparo para de fato possuir condições de auxiliar efetivamente, a pessoa que já está muito fragilizada, desesperançosa e realizando um grande esforço para se abrir com você corre um enorme risco de sentir maior frustação por não ter melhora e os danos diante disso podem ser ainda maiores, inclusive para potencializar o impulso suicida.


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